Especialistas dão dicas de o que fazer agora para evitar crises alérgicas no inverno


O inverno chega daqui a dois meses, e as temperaturas tendem a cair cada vez mais. A próxima estação é a mais temida por quem tem alergias respiratórias, como asma e rinite. Mas para algumas pessoas, nem é preciso esperar o frio aumentar para sofrer com sintomas como espirros, tosses, coriza e entupimento do nariz. Para amenizar as reações alérgicas, às vezes desencadeadas por uma mudança brusca de clima, especialistas aconselham, entre outras coisas, a manter o tratamento regular mesmo antes das crises.

— Não temos como interferir no clima, apenas no nosso comportamento. Quem tem problemas respiratórios crônicos deve fazer uso contínuo dos seus medicamentos, porque a melhor forma de prevenção é o controle da doença. Manter o tratamento regular vai fazer o paciente ficar menos suscetível às crises — afirma Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Um dos principais desencadeadores de crises alérgicas respiratórias são os ácaros (animais minúsculos que se alimentam de pele humana), que se alojam em almofadas, colchões e roupas guardadas por muito tempo. Limpar adequadamente os ambientes, lavar as roupas de cama e de uso pessoal são medidas eficazes para combater este pequeno monstro.

— As alergias respiratórias estão relacionadas ao processo inflamatório da mucosa de todo trato respiratório. Vários fatores podem desencadear isto, como ácaros, pelo de animais e mofo, por exemplo. E, no inverno, as temperaturas mais baixas tornam, em algumas pessoas, a mucosa do aparelho respiratório mais reativa — explica a pediatra Renata Setti, coordenadora médica do transporte do Grupo Prontobaby.

Infecções virais preocupam mais em asmáticos

Outra preocupação que os alérgicos respiratórios precisam ter é com a transmissão de infecções virais, como a gripe, por exemplo.

— Diante de infecções virais, os pacientes alérgicos sofrem mais. As crises de asma e rinite se complicam mais com quadros infecciosos — alerta Ekaterini Simões Goudouris, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional Rio de Janeiro (ASBAI-RJ).

Por conta disso, o Ministério da Saúde incluiu pessoas que sofrem com pneumopatias, incluindo a asma, como público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que começa no Rio na terça-feira.

— Além de tratar a alergia durante o ano todo, no inverno temos que tomar medidas para nos protegermos das infecções virais, como tomar a vacina contra a Influenza, evitar aglomerações de pessoas, lavar as narinas com soro fisiológico, evitar ficar perto de pessoas que estejam doentes e lavar as mãos frequentemente — recomenda Ekaterini.

‘A situação se agravava com a chegada do inverno’

Ana Carolina Tosto, jornalista, 32 anos

Tenho rinite alérgica e descobri quando tinha 4 anos. Desde então, fiz uma série de tratamentos, como vacinas e homeopatia. Minha família mudou todo o ambiente da casa, trocando carpetes por piso, tirando cortinas, eliminando bichos de pelúcia e almofadas. Nunca fiquei curada, mas os sintomas foram controlados. Nasci em Nova Friburgo (Região Serrana) e, toda vez, a situação se agravava bastante quando o inverno chegava. Desde que me mudei para o Rio, há 10 anos, o quadro melhorou um pouco, mas nunca consegui ficar um inverno sequer totalmente imune aos sintomas. Ainda no outono, procuro separar e lavar todos os casacos, cachecóis, meias e lenços que vou usar no inverno. Ainda que no Rio não faça um frio rigoroso, costumo lavar até mesmo os casacos mais leves.

Medidas para evitar crises

Link original | Evelin Azevedo para Jornal Extra | 22/04/2018

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