Crianças que amam dinossauros são mais inteligentes, diz estudo


Os pais de crianças que gostam de brincar com dinossauros e se interessam por esse animal pré-histórico podem se animar! Um estudo realizado pelas universidades de Indiana e Wisconsin, ambas nos Estados Unidos, afirma que esse interesse é benéfico para o desenvolvimento das crianças, por “elevar a perseverança, melhorar a atenção e ampliar as habilidades de pensamento complexo assim como processar informações”.

Esse curioso fato acontece devido a um fenômeno chamado por psicólogos de “interesses intensos”, que são, basicamente, interesses bastante específicos que aguçam a curiosidade na infância, fazendo com que a criança busque mais informações sobre algo. Segundo a pesquisa, esse fenômeno é bastante comum em crianças entre os 2 e 6 anos de idade.

A brincadeira estimula o cérebro, diz pesquisa (Tanya Little/Getty Images)

Duas capacidades são desenvolvidas durante essa fase da criança: a linguística e a compreensão. A pesquisa afirma que a forma como as crianças buscam informações sobre seus interesses ajudará a, futuramente, desenvolver estratégias para resolver dilemas e situações complicadas da vida.

UMA QUESTÃO DE ESTÍMULO

A psicóloga Adriana Cabana, do Centro Pediátrico da Lagoa, do Grupo Prontobaby, explicou que isso acontece porque a busca por informações do que é novo para a criança estimula o cérebro. “Tudo aquilo que traz um interesse infantil em crianças pequenas impulsiona a inteligência, faz com que a criança busque mais, aprenda mais. Isso é bom para a memória, para adquirir vocabulário”, ela começa. “O fato das crianças que gostam de dinossauro poderem desenvolver uma inteligência maior está relacionado aos estímulos que isso pode causar e que são extremamente positivos na vida infantil”.

Mas esse desenvolvimento está restrito a crianças que gostam de dinossauros? A psicopedagoga Nícia Fernandes afirma que não. “Não se trata especificamente de dinossauros, mas sim de brincadeiras no geral que são importantes para criança porque ela consegue transcender realidade e criar um imaginário que contribui para que ela tenha um desenvolvimento mais saudável, uma capacidade de pensar mais desenvolvida, uma maior criatividade”.

É claro que todo esses “interesses intensos” não duram para sempre. Eles fazem parte de uma fase da vida da criança. Segundo a pesquisa, em apenas 20% dos casos estudados o interesse durou de seis meses a três anos. “Essa fase vai passar em determinado momento e o legado de busca de interesses vai ficar e agregar na inteligência”, diz Adriana. “Quando a criança entra nessa fase é muito importante que ela seja estimulada”, completa Nícia, explicando que os pais devem incentivar a pesquisa sobre os assuntos que interessam aos seus filhos.

INTERESSE OU OBSESSÃO?

Entretanto, ambas as psicólogas alertam para quando esses interesses possam se tornar obsessões da criança, limitando as suas atividades diárias. “Por exemplo, quando a criança deixa de fazer outras coisas que são igualmente importantes, quando ela deixa de frequentar a escola e interagir com os amigos, esse interesse pode estar mascarando algo que a impede de entrar em contato com o mundo real”, explica Adriana.

É quando a obsessão passa o limite do interesse e quando a criança não demonstra outros interesses. Quando a obsessão começa a limitar os interesses da criança, deixa de ser algo saudável”, reitera Nícia.

Caso contrário, todo o gosto e a paixão de uma criança por um personagem, por animais, programas de TV, livros ou brincadeiras são saudáveis e devem, sim, serem incentivados, pois se trata de um estímulo cerebral.

Fonte: Claudia

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