Acreditar em coelhinho da Páscoa faz bem, mas a descoberta pode gerar frustração


Acreditar em coelhinho da Páscoa faz parte do imaginário infantil. Muitas famílias preservam a tradição de encarregar ao bichinho o dever de trazer os ovos de chocolate dos pequenos. Educadores e psicólogos avaliam que nutrir a lenda na primeira infância pode fazer bem para o crescimento da criança.

— A maioria delas gosta de rituais e atividades lúdicas. Ter a prática familiar de encontrar os ovos em casa, seguir as pegadas do coelho, procurar, estar com a família que participa junto é muito rico no sentido de estimular a criatividade, trocar afeto e integrar a família. Acreditar no coelhinho é positivo porque alimenta o imaginário da criança — diz Laura França, psicóloga do Grupo Prontobaby.

Descobrir que o coelhinho, na verdade, não é o responsável por trazer os ovos pode gerar frustração nas crianças. O nível de desapontamento vai variar de acordo com o quanto aquela lenda foi alimentada e como a notícia de que tudo era mentira foi descoberta. Mas, essa é uma oportunidade de os pais ensinarem seus filhos a lidarem com situações que geram tristeza.

— Essa é uma forma de a criança aprender a conviver com momentos assim, pois frustrações acontecem na escola, na família e durante a vida toda. É importante que a criança desenvolva uma resiliência em relação a isso — indica a educadora Andrea Ramal.

Por conta do acesso à internet, onde é possível encontrar variadas informações, as crianças (ou seus amiguinhos) descobrem que o coelhinho da Páscoa não existe cada vez mais cedo. Se o filho descobriu por outras fontes (que não os pais) de que era tudo uma mentira, os responsáveis devem confirmar que o bichinho é uma lenda.

— É uma oportunidade para que os pais expliquem aos seus filhos que figuras como o coelhinho não existem, mas que eles foram criados para passarem uma mensagem. Vale aproveitar o momento para falar, caso os pequenos não saibam, que os personagens dos desenhos animados também possuem essa função — recomenda Ellen Moraes Senra, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental.

Diante dessa nova descoberta, a família deve acolher a criança.

— É importante que os pais saibam falar a língua da criança e mantenha o diálogo aberto para qualquer dúvida — afirma a psicóloga Livia Marques.

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