Especialistas dão dicas de como mediar brigas entre irmãos


Ter mais de um filho é um desafio e tanto. Além do aumento das despesas financeiras, de tempo e energia, há um tipo de situação que costuma tirar a paz da casa: briga entre irmãos. Discussões e desentendimentos podem ser mais escassos ou frequentes, a depender do temperamento dos filhos. Por mais que os pais se esforcem muito para manter o ambiente pacífico, é preciso se preparar para lidar com questões como esta.

— A convivência entre personalidades diferentes faz com que conflitos ocorram. E, dependendo da faixa etária dos irmãos, eles não têm maturidade e inteligência emocional para lidar com as diferenças e, por isso, brigam — explica Adriana Cabana, psicóloga do Grupo Prontobaby.

A infância é apontada pelos especialistas como uma das fases nas quais as brigas mais ocorrem. E é justamente a imaturidade que impede que as crianças se entendam sem brigar. Mas não são apenas os pequenos que trocam farpas.

— Na adolescência, eles ficam sempre se comparando, até nas mínimas coisas, como se o copo de um estiver um dedo mais cheio que o do outro. Tudo é motivo para comparação — afirma Luciana Brites, psicopedagoga do Instituto NeuroSaber.

Diante de uma briga, os pais devem agir como mediadores. Muitas vezes, os filhos só querem chamar a atenção. Os responsáveis devem avaliar quanto tempo têm dedicado aos filhos, já que muitas vezes eles podem sentir que são menos amados que os irmãos se a distribuição de cuidado e carinho parecer desigual.

Quando a briga se der porque um quer fazer algo e o outro não, é preciso estimulá-los a chegar a um senso comum. Mas, para isso, é preciso ter muita paciência para enfrentar possíveis ataques de fúria vindos dos filhos.

— Crianças repetem um determinado comportamento que funcionou para elas. Quando os pais cedem às crises de raiva, mostram aos filhos que a birra é uma boa tática para conseguir o que querem. Ignorar os rompantes pode ser difícil, especialmente em locais públicos. Mas lembre-se que a crise é o meio que a criança usa, temporariamente, para demonstrar sua insatisfação, e não há problema nisso — finaliza o psicanalista Alexandre Pedro.

Fonte: Extra

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