Roséola é comum durante a infância; saiba os sintomas e quais cuidados ter


O exantema súbito, conhecido como roséola, é uma das doenças mais comuns durante a infância. Normalmente, a infecção viral afeta crianças entre seis meses e um ano de idade, mas pode surgir até os seis. Quando ela aparece, muitos pais e responsáveis costumam ficar preocupados. No entanto, não é preciso entrar em desespero.

Conforme explica Patricia Resende, pediatra do Grupo ProntoBaby, a roséola é uma doença benigna. “Ela é, geralmente, ocasionada pelo Herpesvirus 6 (HHV6) ou o Herpesvirus 7 (HHV7), mas também pode ocorrer após infecção por outros vírus, como adenovírus e enterovirus”, destaca a profissional.

Sintomas da roséola

Os principais sintomas da roséola são três a cinco dias de febre alta, que desaparece subitamente, e manchas vermelhas pelo corpo que surgem assim que a febre acaba. “Ela pode chegar a 39ºC/40ºC”, destaca Cristiane de Oliveira Breda, pediatra da Cia. da Consulta.

Além disso, dor de garganta moderada, nariz escorrendo, tosse, olhos inchados e avermelhados, diminuição do apetite, diarreia não tão intensa e irritabilidade são outros sinais. “Inicialmente, essa doença é facilmente confundida com um quadro de resfriado ou gripe”, aponta Cristiane.

No entanto, no caso da exantema súbito, cerca de 12 a 24 horas depois que a febre some, a pele fica avermelhada por até sete dias em diversas regiões do corpo, com placas que, geralmente, não coçam. “Como é uma doença benigna que caminha para a cura espontaneamente, os sintomas tendem a desaparecer no decorrer dos dias”, ressalta Patricia.

Transmissão e diagnóstico

O vírus pode ser transmitido pelo contato direto com os fluídos corporais, como gotículas de saliva, secreção, espirro e tosse durante a fase febril da doença. “É bastante infecciosa e altamente transmissível”, alerta a pediatra do Grupo ProntoBaby. A contaminação pode ocorrer também por compartilhamento de canudos, copos e outros itens.

Já em relação ao contágio, é bastante comum em bebês que frequentam os mesmos ambientes. “O vírus também pode ser repassado por um portador que não esteja com os sintomas da doença, como um adulto, por exemplo”, pontua Patricia.

De acordo com Cristiane, o diagnóstico é clínico. “O médico vai ouvir a história, examinar a criança e diagnosticar que é roséola”, afirma. No entanto, um exame sorológico pode ser solicitado em caso de dúvidas para confirmar a doença.

Como é feito o tratamento?

Para o tratamento, apenas os sintomas são tratados. Assim, são indicados medicamentos para controlar a febre e o desconforto da criança. “Além disso, indicamos a ingestão de líquidos para garantir uma boa hidratação e repouso do paciente. As manchas na pele se resolvem por si só. Em casos graves, a criança deve retornar ao pediatra”, destaca Patricia.

Recomendações importantes

Algumas medidas simples, como a higienização das mãos da criança com água e sabão ou gel antisséptico e dos utensílios de uso pessoal e brinquedos, ajudam a prevenir a disseminação da doença. “É preciso adotar bons hábitos de higiene e evitar o contato com outras crianças que estejam com a doença”, destaca Patricia.

Pelo fato da roséola ser viral, é importante destacar que, enquanto a criança apresentar os sintomas, a recomendação é que ela não frequente creches, escolas ou qualquer outro ambiente fechado e com aglomeração de pessoas.

Fonte: Saúde – iG

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