Médicos recomendam que crianças não tenham contato com água da Cedae com geosmina


RIO — Pouco mais de duas semanas após o início dos relatos de que a água estava saindo turva, com cheiro e gosto diferentes do usual das torneiras, a situação permanece a mesma, e moradores da Região Metropolitana do Rio seguem se perguntando quais são os riscos aos quais os fluminenses estão de fato expostos — principalmente no que diz respeito às crianças. A presença da substância, identificada pela Cedae como geosmina, tem deixado, não só o consumidor, como também médicos e demais especialistas receosos. De acordo com o doutor André Luiz da Costa, pediatra e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), pouco se sabe ainda sobre os reais riscos causados pela geosmina, mas, no entanto, ele é categórico em afirmar que não se deve deixar que crianças — e muito menos recém-nascidos — entrem em contato com esta água com cheiro.

— Este tipo de contaminação toxicológica, desta substância, é algo muito pouco conhecido. Eu nunca tinha visto algo assim. Pelo menos nos últimos 30 anos não me lembro de nada desse porte acontecendo. Existe muito pouco estudo sobre a geosmina. No entanto, como o seguro morreu de velho, não recomendamos o uso desta água com cheiro por nenhuma criança ou recém-nascido — afirma, e conclui — eu não daria banho num filho meu com uma água com esse cheiro. Nós aprendemos desde cedo que água deve ser inodora, incolor e sem gosto para ser adequada ao uso.

O doutor recomenda que, caso não seja possível comprar água mineral, a solução, então, é passar no filtro e ferver.

— Enquanto não tivermos uma correção do problema na fonte da água que chega nas nossas casas, não a recomendo nem para banho. Sugiro que crianças não façam qualquer uso desta água enquanto ela não estiver perfeitamente limpa. Se for filtrada e depois fervida, é um pouco mais seguro. O que nós sabemos é que a geosmina é o resíduo metabolismo de uma bactéria, então não há a bactéria mas há o resíduo de que houve uma contaminação. Pode ser que haja outra bactéria? É possível. Os testes da Cedae dizem que não, mas acho mais confiável que a gente se previna.

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