‘Cãoterapia’ ajuda crianças a responderem melhor ao tratamento hospitalar


Se ficar dentro do hospital para tratar a saúde já é desafio (chato) a ser enfrentado por adultos, imagine como é para as crianças? Ter que ficar longe de parte da família e dos amiguinhos é um dos piores momentos do tratamento. Por conta disso, muitos dos pequenos respondem mal à ação dos remédios e demoram mais tempo para se recuperar. Para mudar este panorama, ainda mais no mês em que é comemorado o dia das crianças, muitos hospitais abrem suas portas para visitantes especiais: aqueles de quatro patas.

— Dentro do hospital, a criança passa por diversas transformações, tanto físicas quanto psicológicas. Isto gera uma baixa na autoestima, o que deixa o sistema imunológico dela mais baixo e, com isso seu quadro clínico piora. Ao colocarmos o animal dentro do hospital devolvemos à criança o contato com o mundo externo — comenta a psicanalista e idealizadora da ONG Patas Therapeuticas, Silvana Prado.

Às segundas-feiras, os pequenos pacientes da Prontobaby, na Tijuca, e do Centro Pediátrico da Lagoa recebem a visita dos voluntários caninos do Projeto Pêlo Próximo.

— Os cães proporcionam momentos de alegria e relaxamento aos pacientes. Como consequência, as crianças ficam mais motivadas, bem humoradas e percebemos melhoras na recepção aos tratamentos, na socialização e na integração com a equipe médica —relata Laís Paisini, gerente de qualidade do Grupo Prontobaby.

Os pets que participam de trabalhos voluntários assim precisam estar vacinados e vermifugados. Além disso, os animais devem ter um perfil dócil, carinhoso e reconhecida afeição por pessoas, para que o contato entre eles e os pacientes sejam possíveis.

— Desenvolvemos atividades lúdicas com a participação dos pets, que se tornam elementos de mudança importantes no cotidiano do hospital. Ao projetar neles os seus sentimentos, as crianças criam um vínculo especial com os animais, que se transforma em força motivadora para evolução positiva nos seus tratamentos — explica a coordenadora do Projeto Pêlo Próximo, Roberta Araújo.

Terapia com resultados comprovados

Um estudo publicado no Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarians (periódico da Associação Americana de Veterinários de Ligação Animal-Humano), mostra que após 15 minutos de interação com um animal já são liberados no organismo neurotransmissores importantes, ligados às sensações de prazer e bem-estar.

— Muitas crianças dizem que só de ver os animais já deixam de sentir a dor. Apesar de não terem efeitos analgésicos, os pets desviam a atenção do sofrimento. Durante o contato nós liberamos hormônios como a endorfina, a dopamina e oxitocina — afirma Silvana.

Benefícios

Eleva a autoestima

A atenção que o animal dá ao paciente é fundamental para que ele se sinta bem e restabeleça sua autoestima.

Reduz a ansiedade

Os hormônios liberados durante a interação com o cão reduzem os níveis de ansiedade e estresse.

Aumenta a comunicação

Por causa da alegria proporcionada pelo contato com o animal faz com que o paciente sinta vontade de se comunicar.

Diminui a pressão arterial

Com a liberação dos hormônios do prazer, a pressão arterial é reduzida.

Link original | Jornal Extra | 31/10/2017

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