Animais ‘terapeutas’ ajudam no tratamento de crianças e idosos no Rio


Cães em atendimento em hospital no Rio — Foto: Divulgação/ Pêlo Próximo

Os cães e outros animais são os melhores amigos do homem, na saúde e na doença. Eles trazem para a benefícios na socialização, na autoestima e tratamento de pacientes. Esta é a lista das principais benesses geradas pelo tratamento com animais em unidades de saúde do Rio. Eles são auxiliares dos profissionais de saúde e facilitam o trabalho com os pacientes.

O Projeto Pêlo Próximo existe no Rio de Janeiro há nove anos. Atualmente, 22 cães, gatos e calopsitas participam de visitas a hospitais públicos e privados, além de casas de repouso. Mais de 200 animais já passaram pelo projeto.

“Os benefícios vão desde o aumento da autoestima até a facilidade em fazer exercícios fisioterápicos na companhia dos animais”, explicou a coordenadora do projeto Pêlo Próximo, Roberta Araújo.

A coordenadora esclarece que não é qualquer animal que pode trabalhar como “terapeuta”. Ele tem que ser, essencialmente, dócil. Não apenas com o próprio dono e pessoas próximas a ele, mas com qualquer ser humano e com outros animais também.

Para serem selecionados, os animais passam por uma junta de avaliação e devem ser castrados. Durante todas as visitas, eles devem estar acompanhados de seus tutores.

Para entrar nos hospitais, eles devem estar limpos e com as unhas cortadas e lixadas. Na entrada, os pelos e patas são limpos com uma solução para matar as bactérias. Na saída, a rotina se repete.

Roberta afirma que os tratamentos em hospitais ajudam a fazer com que os animais conquistem cada vez mais visibilidade. “Os animais trazem benefícios que os seres humanos não têm ideia”.

Cão da ONG Pêlo Próximo em atendimento em lar para idosos no Rio de Janeiro — Foto: Divulgação/ Pêlo Próximo

Projeto de lei

Está em tramitação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro um projeto de lei que autoriza a entrada de animais domésticos e de estimação nos hospitais municipais de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos Filho.

O texto prevê regras para a entrada dos animais nas unidades de saúde, entre elas, a comprovação da boa saúde do animal e a autorização do médico responsável pelo paciente.

“Os objetivos de levar os cachorros para fazerem visitas em hospitais ou usar a terapia com animais é de proporcionar aos pacientes, tanto crianças, quanto jovens, adultos e idosos, uma experiência que seja diferente e mais agradável do que as terapias tradicionais de ambientes hospitalares.

Cachorra socializa com crianças no Hospital Prontobaby — Foto: Divulgação/ Prontobaby

Animais no tratamento de crianças

O Prontobaby – Hospital da Criança, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, desde 2015 usa os animais no tratamento com as crianças. A psicóloga Nathalia Jereissati, coordenadora do Centro de Apoio Familiar da unidade, contou que a presença do animal ajuda a aumentar a colaboração das crianças.

“Trabalhamos com materiais que podem trazer algum receio como ataduras, seringas, que são inseridos na atividade para simular o cuidado com o cão. Dessa forma, observamos que as crianças passam a aceitar melhor os procedimentos e exames, a fim de diminuir o estresse da hospitalização”, destacou Nathalia.

Lá, os animais fazem o papel de pacientes e as crianças são os “doutores”.

Cachorro com criança no Hospital Prontobaby, na Zona Norte do Rio — Foto: Divulgação/ Prontobaby

Link original | Por Cristina Boeckel para G1 Rio | 30/09/18

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