Cerca de 10% dos adolescentes podem transmitir meningite sem estar doentes


A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis — popularmente conhecida como Meningococo — assusta por sua alta taxa de mortalidade: cerca de 20% dos pacientes não conseguem sucesso no tratamento. De acordo com Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives-UFRJ), em torno de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria, que fica instalada na garganta. Assim, esse grupo não desenvolve a doença, mas tem capacidade de transmitir a bactéria, por meio de gotículas e secreções do nariz e da garganta.

— Não sabemos o que faz uma pessoa carregar a bactéria e não desenvolver a doença. De modo geral, pessoas que tenham algum problema nas vias respiratórias ou baixa imunidade nesta área acabam estão mais sujeitas — afirma Luciana Silveira, gerente médica da Sanofi Pasteur.

De acordo com o Ministério da Saúde, os tipos de meningite mais comuns são as virais e as bacterianas — esta última merece grande atenção por conta da gravidade. A doença é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Apesar de a doença poder afetar pessoas com qualquer idade, o maior risco de adoecimento está entre as crianças menores de 5 anos.

— A meningite tem uma letalidade grande, além do risco de sequelas neurológicas graves, por isso a vacinação é tão importante — alerta a pediatra Priscila Mattos, gerente médica do CTI do Prontobaby.

Outra doença que pode ser causada pela mesma bactéria é a meningococcemia, um tipo de infecção generalizada, cujos sinais são manchas arroxeadas pelo corpo todo.

— Esta doença progride rapidamente e a criança morre. Quem desenvolve esta infecção não tem a meningite porque a bactéria cai na corrente sanguínea e causa inflamação dos vasos de vários órgãos de maneira rápida — explica Maria Fernanda Motta, alergista e pediatra da clínica Infanti.

Mais informações

Sintomas

Febre alta; dor de cabeça intensa; vômitos; dor na nuca; rigidez de nuca (dificuldade de encostar o queixo no peito); choro e irritabilidade em crianças pequenas

Diagnóstico

É feito por meio de coletas de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório então testa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção, o que é fundamental para o tratamento

Tratamento

No caso das meningites bacterianas, o tratamento é feito com antibióticos

Prevenção

A melhor forma de se prevenir da meningite é através da vacinação.

Pelo SUS: Pneumocócica 10 valente (aos 2, 4 e 12 meses); Meningocócica C (aos 3, 5 e 12 meses, com reforço entre os 11 e 14 anos); Pentavalente (aos 2, 4 e 6 meses)

Na rede privada: Meningocócica A,C,W,Y conjugadas (aos 3, 5 e 12 meses); Meningocócica B (aos 3, 5, 7 e 12 meses). Cada dose destas vacinas varia entre R$ 350 e R$ 700

Últimas notícias

Cerca de 10% dos adolescentes podem transmitir meningite sem estar doentes

9 de março de 2019


Saiba como oferecer um carnaval divertido e saudável ao seu filho

3 de março de 2019


Aprovados para Residência Médica Pediátrica

15 de fevereiro de 2019


‘Fenda não é empecilho’, diz Isabel Hickmann, mãe de bebê com lábio leporino

8 de fevereiro de 2019


Prefeitura promete que vai climatizar 92 escolas municipais na Zona Oeste

29 de janeiro de 2019