As 10 perguntas que pediatras mais ouvem nas consultas


Com uma listinha no papel ou anotada no smartphone, com tudo memorizado ou falado no improviso… Todas as mães têm um ponto em comum quando entram na sala do pediatra com seus filhos: dúvidas, muitas dúvidas. E algumas das perguntas se repetem, por mais diferentes que as famílias sejam no dia a dia.

“O acesso às informações na internet igualou os questionamentos. A mãe pode ser dona de casa, executiva, ter dinheiro apertado ou sobrando, contar com a ajuda de um parceiro ou de uma parceira ou ser mãe solo: todas chegam com dilemas muito parecidos”, conta a pediatra Cláudia Guimarães.

Curiosa para saber se as suas dúvidas são mesmo parecidas com as das outras mães? Trazemos, a seguir, as dez perguntas que mais são feitas nas consultas pediátricas. A lista foi elaborada com a ajuda de Cláudia Guimarães e dos também pediatras Priscila Matos (do Grupo Prontobaby), Nelson Douglas Ejzenbaum (membro da Sociedade Americana de Pediatria) e Ricardo Lopes Pontes e Leo Zagury (ambos do Espaço Criança, no Centro Médico BarraShopping).

Por que meu filho não come?

Na verdade, as crianças comem, mas pode ser que não comam tanto quanto os adultos esperam – e essa expectativa normalmente não tem nada a ver com a necessidade nutricional dos pequenos, mas sim com o desejo de vê-los “limpar aquele prato cheio”. Se estiverem ativas e com peso e altura adequados para a sua curva, que é medida desde o nascimento, não há com que se preocupar.

De toda forma, é interessante notar que algumas fases podem ser mais complicadas, sim. A primeira é a introdução alimentar: se não houver uma variedade de alimentos oferecidos e se os adultos desistirem de dar uma ou outra comida na primeira torcida de nariz por parte do bebê, ele realmente não comerá de tudo. O recomendado é insistir que ele coma o alimento de sete a dez vezes até decidir exclui-lo do cardápio; porém, o normal é que haja aceitação para a maioria.

Já dos dois aos quatro anos é comum que as crianças fiquem um pouco seletivas e tenham fases de só querer comer salgados ou só querer comer doces ou mesmo de só querer comer algo específico (só arroz, por exemplo). Os adultos devem manter a calma e ter em mente que são apenas fases que passarão. Enquanto isso, continuar ofertando variedades de alimentos no prato, mesmo que eles fiquem intactos. Em alguns dias isso passará. Se não passar em até duas semanas, é indispensável procurar a ajuda de um/a pediatra.

Por que meu filho não dorme?

Cada criança tem um ciclo de sono: algumas dormem a noite toda, outras acordam várias vezes até chegar a manhã. E isso não é algo controlável, é fisiológico, pessoal e intransferível.

Existem, porém, alguns fatores que podem atrapalhar o ritmo natural das crianças, e é nesse ponto que os adultos podem ajudar seus filhos. É a chamada higiene do sono infantil, cujos principais pontos são evitar telas (TV, celular, tablet) pelo menos uma hora antes de ir para a cama, fazer a leitura de um livro antes do “boa noite” e, se necessário, colocar uma música calma e em volume baixinho para tocar no quarto. O sono virá mais tranquilo.

Por que meu filho é gordinho? O que posso fazer para mudar isso?

Pode ser que essa criança esteja recebendo uma alimentação hipercalórica, o que gera um aumento de adiposidade, ou que seja obesa genética. Em qualquer dos casos, o recomendado é que sejam adotadas uma alimentação equilibrada e pelo menos uma atividade física. A tendência é que ela perca peso e tenha uma boa saúde, mesmo que a diferença na balança não seja tão significativa.

Devo aplicar todas as vacinas no meu filho?

Sim. Todas as vacinas do calendário vacinal brasileiro devem ser dadas, pois elas bloqueiam doenças como sarampo, difteria e pólio e diminuem as infecções. Crianças vacinadas adequadamente ganham em todos os aspectos: o desempenho escolar é melhor (porque ficam menos doentes e faltam menos), elas têm menos risco de morte, mais chances de sobrevida. Vacina é saúde, algo obrigatório para quem quer ter filhos saudáveis.

E, ao contrário do que correntes sem fontes científicas e fake news espalhadas por aplicativos e redes sociais dizem, as vacinas não são responsáveis por nenhuma doença nem por autismo. Vacinas são apenas e tão somente prevenções seguras para proteger as crianças de doenças.

O bebê pode sair de casa antes de tomar todas as vacinas?

Pode e deve, já que o calendário vacinal só estará completo no segundo aniversário da criança. O importante é que sejam saídas seguras, sem aglomeração de pessoas e priorizando ambientes arejados. E que as pessoas presentes tenham a noção de não se aproximar do bebê caso estejam doentes, não fumar perto dele, não dar beijos no rosto ou nas mãos.

Meu filho vai ficar alto quando for adulto?

Pode ser que sim, pode ser que não; cada pessoa já nasce “programada” para ter uma determinada altura de acordo com sua carga genética e não há nada que médicos possam fazer para mudar isso. O que os pediatras fazem é acompanhar a evolução da altura nos gráficos de curva de crescimento e verificar se o ritmo é mantido com o passar do tempo. Se houver alguma alteração no padrão do aumento da altura, investiga-se a causa, que deve ser tratada para que tudo volte ao normal.

Meu filho não para. Será que ele é hiperativo?

Não necessariamente. O que ocorre é que, devido às preocupações do trabalho e da vida, muitos adultos estão com a tolerância bastante baixa e já querem rotular a criança que seja mais ativa, curiosa, investigativa, exploradora, agitada. Existem sintomas que diferenciam as crianças hiperativas das agitadas. Entenda melhor aqui:

Por que meu filho vive doente?

As infecções são mais ou menos comuns de acordo com a idade. Até os dois anos, os bebês são mais suscetíveis a infecções, principalmente se frequentarem creche. Dos dois anos em diante, as crianças tendem a ter menos episódios de doenças, por já estarem com todas as vacinas tomadas e por terem o sistema imunológico mais fortalecido. Se as infecções de repetição continuarem se manifestando, o pediatra deverá ser consultado para analisar se há algum problema de saúde que esteja favorecendo esse quadro.

O que é melhor: babá ou creche?

Quando acaba a licença maternidade, esta é a maior dúvida das mães. A resposta é: depende da dinâmica da família. Em termos de resguardo da saúde, é mais interessante que o bebê fique com uma babá até os dois anos de idade, para evitar pegar infecções de outros bebês. Mas, se não houver essa possibilidade, a creche é uma ótima alternativa, pois lá ele desenvolverá mais rapidamente diversas habilidades. Qualquer escolha que a mãe fizer será a certa, já que será a que trará mais paz para a família.

Será que meu leite é fraco?

Eis a grande insegurança de muitas mães que amamentam. Mas podem ficar tranquilas: não existe leite materno fraco. O leite produzido pela mãe é o melhor alimento para o bebê e tem todos os nutrientes de que ele precisa. Se houver uma baixa na produção de leite, recomenda-se reforçar a ingestão de líquidos (água ou chá) e dar atenção ao sono.

Fonte: MdeMulher

Últimas notícias

Gengibre possui componentes que ajudam no tratamento de Alzheimer e Parkinson

6 de setembro de 2019


Claudia Leitte mostra ordenha durante a mamada: quando fazer e quais os benefícios

4 de setembro de 2019


Maternidade real: o bebê chegou em casa… E agora?

30 de agosto de 2019


Como ficam as crianças que presenciam a mãe sendo agredida?

27 de agosto de 2019


Bebê nasce com DIU enrolado no cabelo

26 de agosto de 2019