Aleitamento materno e o novo coronavírus


Autoridades médicas concordam que o leite materno é o alimento ideal para todas as crianças e pode garantir o desenvolvimento saudável do bebê até os dois anos de vida. Mas como continuar amamentando em tempos da pandemia do novo coronavírus?

Se você tem filho pequeno e não sabe se continua com o aleitamento materno, a pediatra Patrícia Rezende, do grupo Prontobaby, esclarece as dúvidas mais comuns sobre o assunto. Confira:

Mães que apresentam sintomas da doença ou que foram diagnosticadas com COVID-19 podem infectar os filhos através da amamentação?

Não há evidências da transmissão pelo leite materno. Os dados são muito recentes e podem mudar com o tempo, mas até agora o preconizado pela Organização Mundial da Saúde é que o benefício da amamentação supera o eventual risco.

Caso a mãe queira manter o aleitamento materno, quais medidas ela deve tomar?

A mãe deve higienizar bem as mãos e usar máscaras durante a amamentação. É importante lembrar que, através do leite, a mãe transmite  anticorpos que ajudarão o bebê a se proteger e combater uma eventual infecção.

Mães que apresentam sintomas da doença devem optar por extrair o leite manualmente ou usar bombas de extração láctea?

As mães, inclusive com a doença, não precisam interromper a amamentação. Até porque, nem a melhor ordenha do mundo tem a mesma capacidade de extração de uma mamada eficaz.

Essas medidas previnem mãe e filho totalmente da transmissão da doença?

Ainda não sabemos. Por ser tudo muito recente, essas são as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, mas não há como prever se realmente vai ser 100% eficaz.

Caso o filho apresente sintomas da doença, quando devo procurar um hospital?

O ideal é que os pais não procurem uma emergência em caso de sinais de uma simples gripe. Para procurar um hospital, a criança precisa apresentar febre de início súbito, acompanhada de tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória e, pelo menos, um dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia (dores musculares) ou artralgia (dores articulares).

Fonte: Somos Mães

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