Bebê de 2 anos e 9 meses: converse sobre as emoções


Com 2 anos e 9 meses a seu filho já tem a capacidade de perceber suas alterações de humor ou as de outros cuidadores. Sendo assim, a relação entre pais e filho deve buscar estabelecer uma boa comunicação entre ambos os lados, para fortalecer a o clima de confiança.

“Vale a pena os pais conversarem com os filhos quando não estão bem por algum outro motivo pois as crianças podem se culpar achando que a ?cara feia? é porque não corresponderam à expectativa dos pais, deixando-os com o sentimento de insegurança”, explica a pediatra Patrícia Rezende do Grupo ProntoBaby.

Patrícia aponta que existem alguns brinquedos de encaixar as partes do corpo que apresentam diferentes expressões faciais como triste, alegre ou surpreso. Esse é um ótimo exercício para brincar com as crianças e ensiná-las de forma leve e natural sobre cada uma das emoções encontradas durante a brincadeira.

Para a pediatra do Hospital Adventista Silvestre, Josineide Ramos, além de ensinar a reconhecer as emoções, também é importante a criança aprender a verbalizar o que está sentindo, lidar com a frustrações e desenvolver autocontrole. Já os pais não devem permitir birras, chutes ou gritos quando o filho se sentir contrariado.

Patrícia explica que essa é uma fase difícil para a criança, pois elas já sabem o que querem mas muitas vezes não conseguem expressar ou não entendem o motivo quando recebem um “não”. Somando isso à imaturidade do córtex pré frontal surgem as famosas birras.

No entanto, é importante os pais trabalharem a paciência e autocontrole. Além disso, é preciso saber que a criança não faz de propósito, todo esse processo faz parte do seu amadurecimento.

Alguns traços da personalidade do seu filho já estão mais evidentes. Josineide Ramos explica que antes dos 3 anos é consolidada a primeira forma de autoconsciência na criança, permitindo que ela já tenha vontades próprias.

No entanto, esses traços são influenciados pela comunicação do adulto com a criança desde bebê, além da interação com o mundo ao seu redor, promovendo então o desenvolvimento funcional do seu cérebro.

“Nessa fase nós já podemos ver os traços da personalidade de cada criança. Mas com certeza o ambiente e as experiências que ela viverá ainda poderão moldar alguns aspectos”, complementa a pediatra Patrícia Rezende.

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