Durante as férias escolares, a rotina das crianças costuma ficar mais flexível, com impacto direto na organização do sono. Com mais tempo disponível, as noites tendem a se estender e o despertar acontece mais tarde, podendo comprometer o ritmo biológico quando essa dinâmica se prolonga.
Especialistas alertam que essas mudanças afetam funções importantes do organismo infantil, como atenção, aprendizado, regulação emocional e imunidade. Em relação a esses impactos, o pneumologista pediátrico do Prontobaby – Hospital da Criança, Cláudio D’Elia, explica como a desorganização do sono interfere no desenvolvimento das crianças.
O que acontece quando a rotina de sono muda
Segundo o especialista, o corpo das crianças funciona a partir de um relógio interno que depende de estímulos regulares, como horários previsíveis e exposição à luz natural. Durante as férias, a perda dessa regularidade dificulta a liberação da melatonina, hormônio responsável por induzir o sono.
“Quando a criança acorda mais tarde, não sente sono no início da noite. Isso leva a um atraso gradual no horário de dormir”, explica D’Elia. Esse processo é uma adaptação fisiológica às mudanças de rotina, e não resultado de falta de limites ou comportamento inadequado.
Além disso, a irregularidade do sono pode afetar o funcionamento do organismo ao longo do dia, como metabolismo, temperatura corporal e resposta imunológica.
Sinais de que o sono pode estar desregulado
Além da quantidade de horas dormidas, é importante observar como a criança se comporta ao longo do dia. Alterações no humor e na disposição costumam ser os primeiros sinais de que o sono não está adequado.
Entre os principais indícios, estão:
- Sonolência excessiva durante o dia;
- Irritabilidade frequente;
- Dificuldade para acordar pela manhã;
- Queda na atenção e no rendimento escolar.
“Quando o sono está equilibrado, a criança acorda descansada, mantém bom humor, atenção e desenvolvimento compatível com a idade”, ressalta o médico. Ele destaca que a privação de sono também pode prejudicar a coordenação e os reflexos, aumentando o risco de quedas e acidentes.
Como minimizar os impactos antes da volta às aulas
Para facilitar a retomada da rotina escolar, o especialista recomenda que o ajuste dos horários seja feito de forma gradual, preferencialmente duas semanas antes do retorno às aulas. Antecipar o horário de dormir e acordar em pequenos intervalos ajuda o organismo a se readaptar sem gerar estresse.
“A exposição à luz natural pela manhã, uma rotina noturna previsível, ambiente escuro e silencioso e a redução do uso de telas à noite são medidas fundamentais”, orienta Cláudio D’Elia. O uso excessivo de celulares e televisões à noite, segundo ele, pode atrasar ainda mais o sono ao estimular excessivamente o cérebro.
Manter uma rotina de sono mais organizada, mesmo durante as férias, é uma forma importante de preservar a saúde física e emocional das crianças. Pequenos ajustes no dia a dia podem evitar impactos no aprendizado e no bem-estar. Em caso de dificuldades persistentes, a avaliação de um especialista é sempre recomendada.
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